Júri Popular de acusado de mandar matar juiz será na próxima terça-feira (29).
Juiz estadual foi morto a tiros em Concepción, no Paraguai.
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Juiz morto denunciou esquema de venda de
sentença no judiciário (Foto: Reprodução/TVCA)
A Justiça Federal de Mato Grosso determinou o fim do sigilo no processo que julga o empresário acusado de ser o mandante do assassinato do juiz estadual Leopoldino Marques do Amaral. A decisão do juiz Rafael Vasconcelos Porto atendeu ao pedido do Ministério Público Federal (MPF).sentença no judiciário (Foto: Reprodução/TVCA)
Para a procuradoria, não há justificativa que sustente o sigilo na ação. “O tema versado nos autos é de grande interesse à sociedade mato-grossense. Não pode ser julgado de forma sigilosa. As pessoas tem direito de saber o que de fato aconteceu”, informou o MPF.
O empresário Josino Pereira Guimarães vai a Júri Popular na próxima terça-feira (29), em Cuiabá. A defesa nega o crime denunciado pelo MPF e alega que o empresário é inocente. Depois de vários anos em silêncio, o empresário decidiu falar. Ele alegou em entrevista ao G1 ser vítima de uma armação. "Enfiaram uma faca no meu pescoço e estou com ela há anos. Tudo o que eu quero é tirá-la logo e vou até o fim. Se tiver que enfrentar Júri Popular eu enfrento, pois, não tenho medo de mais nada", disse o empresário, em outra oportunidade.
Até agora foram condenadas duas pessoas por envolvimento na morte do juiz. Dois anos depois do crime, a ex-escrevente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) Beatriz Árias foi condenada a 12 anos de prisão por coautoria no assassinato. Ela cumpre pena no regime semiaberto. Já o tio dela, Marcos Peralta, apontado como o autor dos tiros que mataram o juiz, morreu na cadeia em 2005 por complicações do diabetes.
Farsa
Atualmente, o empresário está preso em Cuiabá. Em setembro deste ano, ele foi condenado a mais de 7 anos por integrar um suposto esquema para levantar a hipótese de que o juiz Leopoldino, encontrado morto no Paraguai, na verdade estava vivo. No entanto, segundo o MPF, a segunda exumação que chegou a ser feita no corpo teve como objetivo criar uma farsa para tumultuar o processo. A defesa promete recorrer a decisão de primeira instancia da Justiça Federal de Mato Grosso. Outras três pessoas também foram condenadas por envolvimento na farsa.
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